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Artigo

Continuidade de Negócio

Gestão de Fornecedores Críticos como forma de garantir a continuidade da Cadeia de Abastecimento

Corporate Risk Consulting|Corporate Risk Tools and Technology|Credit, Political Risk and Terrorism
N/A

abril 9, 2019

Segundo os últimos barómetros de Risco, a Continuidade de Negócio assume-se, mais uma vez, como o risco mais crítico para as empresas.

Pese embora o crescimento de políticas governamentais ao longo do mundo que focam o protecionismo de economias locais, bem ilustradas por guerras comerciais entre potências económicas, a globalização económica contínua a sobrepor-se a estas ideologias, eventualmente, temporárias.

O desenvolvimento tecnológico, a velocidade de informação e a facilidade das empresas comunicarem com os seus consumidores, cimentam a cada dia que passa essa globalização e reinventam desafios e oportunidades para as empresas.

Dentro destes desafios, na Willis Towers Watson classificamos a Continuidade de Negócio como um dos mais importantes.

Tal baseia-se na nossa experiência enquanto consultores de risco e na vasta dimensão que o mesmo pode assumir, e nas oportunidades que temos tido em acompanhar os nossos clientes quando os seus negócios podem sofrer paralisações, por exemplo, devido a alguma catástrofe natural ou à necessidade de retirada de um lote de produto não conforme, entre outros.

Também segundo o último barómetro de Risco publicado pela Allianz, a Continuidade de Negócio assume-se, pelo sétimo ano consecutivo, como o risco mais crítico para as empresas.

Dentro da Continuidade de Negócio, destacamos a Gestão de Fornecedores pois esta é uma área que, por não estar no controlo direto da gestão da empresa, pode assumir um fator de risco acrescido.

De facto, a falha do cumprimento contratual de um fornecedor pode significar, a paragem do ciclo produtivo da empresa com danos diretos ao nível:

  • De falhas nos contratos com clientes
  • Da reputação e imagem
  • De perda de quota de mercado

Ou seja, cada empresa está fortemente dependente de todos os atores que estão a montante na sua cadeia de abastecimento resultando a sua quebra em perdas financeiras presentes e futuras.

A importância deste tema tem sido interiorizada pelas empresas; no último Horizon Scan Report publicado pelo Business Continuity Institute, aponta a disrupção da cadeia de abastecimento como uma das principais ameaças que as organizações irão enfrentar em 2019.

Este é assim mais um risco a ser gerido pelas empresas, como por exemplo, a qualidade, ambiental, segurança na informação. Aliás, as últimas revisões das normas ISO de há 2 anos têm implícita a uniformização em matéria a gestão de risco.

Desse modo, a Gestão de Fornecedores deve-se suportar no binómio ISO 28001 & Consultoria Especializada, de forma a implementar a melhores práticas de gestão na mitigação deste risco que, como referimos, e caso se materialize, tem fortes impactos na conta de resultados de qualquer empresa. Assim, seguimos na nossa metodologia a avaliação dos impactos financeiros que os cenários identificados possam acarretar.

Finalmente, sugerimos não só o mapeamento dos eventuais cenários de crise e planos de mitigação dos mesmos (seja, somente a título exemplificativo, pela não dependência de um reduzido número de fornecedores, pela terceirização temporária da produção, etc.), mas também a contínua e permanente revisão das contra medidas definidas e da identificação de novos cenários de crise. A velocidade com que os cenários macro e micro económicos se alteram, não se coaduna com planos de gestão de crises estáticos e cristalizados.

Esta é uma área cujo impacto é demasiado significativo para que não seja considerada estratégica. Nesse sentido, como atrás referimos, a norma ISO 28001, assim com a norma ISO 22301 – Continuidade de Negócio – são fundamentais, porém a aplicação das mesmas exige experiência de modo ao seu pleno sucesso.

Para ilustrar o acima referido basta observar o seguinte exemplo que além das perdas diretas para as entidades envolvidas e poder-se-iam ter traduzido em perdas para os seus clientes, caso não existissem planos de recuperação da atividade que permitiram minimizar o tempo de espera até ao reinício da atividade:

  • Em novembro de 2014 um incêndio destrói a fábrica de uma empresa do sector alimentar, na zona de Burgos, que tinha uma capacidade produtiva de 100.000 Ton/ano.

De forma a minimizar as perdas inerentes à redução de produção, tal como perda de quota de mercado, a empresa acionou o plano de contingência e, entre outras ações, deslocalizou a produção para outras fábricas do grupo de forma a garantir a presença dos seus produtos nos pontos de distribuição até que a nova fábrica fosse construída.

Em contraponto, a dependência de fornecedores críticos e a não existência de um plano de continuidade que mitigue essa dependência, pode levar a situações como a seguinte:

  • Em março de 2018 um fabricante automóvel “pára uma semana por falta de motores”. No comunicado distribuído aos seus funcionários a impressa citava: "Na cadeia de abastecimento dos fabricantes, existem subfornecedores que atualmente não conseguem acompanhar o aumento de procura e não estão a conseguir garantir o abastecimento necessário para as fábricas". (Fonte: Expresso)

Não se conhecem as perdas incorridas pela empresa.

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