Pesquisa

Índice de risco para empresas de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT) destaca as principais preocupações das empresas na América Latina

Relatório da Willis Towers Watson traz ranking dos principais riscos no setor de TMT

13 Julho 2016
| Brasil

Penalidades e multas regulatórias decorrentes de violações à proteção de dados estão entre as maiores preocupações na mente dos executivos de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT), de acordo com o Índice de Risco TMT – 2016 da Willis Towers Watson.

O Índice, compilado com respostas de 350 executivos (C-level) em todos os três setores, seus respectivos subsetores e em 11 regiões geográficas, classificou os 10 principais riscos a serem enfrentados pela indústria nos próximos 12 meses na América Latina:

Ranking América Latina (Argentina, Brasil, México, etc.) Classificação de Risco
1 Multas e penalidades de proteção de dados Regulamentação e risco legal
2 Violações de propriedade intelectual e patentes Regulamentação e risco legal
3 Concorrência e cumprimento da Lei Antitruste relacionada a atividades de M&A (fusões e aquisições) Regulamentação e risco legal
4 Riscos cibernéticos / sequestro de dados Complexidade operacional e vulnerabilidade
5 A ameaça de concorrentes novos e emergentes Modelo de negócios e pressões estratégicas
6 A crescente demanda por formação técnica Corrida global por talentos e competências
7 Flutuações de preços de commodities / moeda volátil Modelo de negócios e pressões estratégicas
8 Pirataria Complexidade operacional e vulnerabilidade
9 Obsolescência tecnológica de produto Digitalização e avanços tecnológicos
10 Responsabilidades civis para profissionais de serviços / desempenho / produtos / contratos Complexidade operacional e vulnerabilidade

As empresas participantes da pesquisa mostraram um perfil diversificado de riscos na região. No entanto, analisando apenas a composição das três primeiras classificações do ranking, nota-se que a América Latina tem uma preocupação significativa quanto à regulamentação e o risco legal (jurídico):

  • O risco de multas e proteção de dados acumula uma pontuação de risco de 45,6 (impacto x facilidade de gestão de risco). Em comparação com seus pares na América do Norte, que pontuam o risco em 61,7, isso não sugere uma ameaça insuperável. No entanto, a diferença de pontuação entre a gravidade do impacto (6,6/10) e a facilidade de gestão de risco (6,9/10) é intrigante, uma vez que sugere que as empresas não se sentem totalmente confiantes para conter o risco.
  • Já em relação à propriedade intelectual e quebra de patentes e concorrência e cumprimento da Lei Antitruste, mais uma vez a dificuldade de gestão excede o impacto do risco. No caso de concorrência e cumprimento da Lei Antitruste associada com fusões e aquisições, essa diferença é de 0,5 pontos, o que implica que as empresas da região não têm estratégias eficazes para controlar o cumprimento.

O foco na proteção de dados e potenciais responsabilidades está alinhado com a tendência global para as leis de privacidade e aplicação mais severas. A recente aprovação da Regulamentação de Proteção de Dados na região, seguindo preocupações internacionais e novos regulamentos na Europa – que reforça significativamente as penalidades para violação de dados e facilita reinvidações por parte dos indivíduos – destaca a necessidade constante das empresas buscarem respaldos e mecanismos que as protejam, caso sofram uma violação, que podem acarretar grandes prejuízos financeiros e danos à reputação.

Enquanto a ameaça representada pelos ciberataques não está entre os três principais riscos para a indústria de TMT geral, ela está em 1º lugar no ranking para o setor de tecnologia. A Willis Towers Watson alerta as empresas que não ignorem o fato de que as vulnerabilidades cibernéticas podem acentuar outros riscos, tais como os que conduzem a multas e penalidades para proteção de dados. De acordo com o Índice, a digitalização e avanços tecnológicos são as tendências mais prováveis e que farão crescer o seu impacto sobre a indústria de TMT ao longo dos próximos dez anos.

Comparando a região da América Latina com o setor global geral, os cinco principais riscos estão amplamente alinhados. No entanto, os riscos de nos 6 a 10 revelam um desvio significativo em relação à média global, sugerindo que as características da região reúnem um perfil de risco específico. Isto é evidenciado no 10º risco - Responsabilidades civis para profissionais de serviços / desempenho / produtos / contratos. Notavelmente, este risco é apenas o 38º mais grave para o setor como um todo.

É importante evoluir para um sistema mais abrangente e atualizado, à medida em que o aprimoramento da regulamentação avança na América Latina. Entretanto, a gestão e soluções de risco são instrumentos fundamentais para que as empresas possam enfrentar questões regulatórias e lacunas existentes na legislação e proteger adequadamente as pessoas, os interesses e os bens da corporação.

Para saber detalhes sobre este tema ou assuntos relacionados à gestão de riscos da indústria de TMT, entre em contato conosco.