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Internacionalização, fusões e aquisições, e os desafios na gestão de benefícios globais

Mergers and Acquisitions
N/A

Por Alberto Mondelli e Natasha Ayres | Setembro 14, 2021

Os profissionais e líderes envolvidos em fusões, aquisições e/ou internacionalização precisam ser muito detalhistas e cuidadosos para que nenhuma decisão acarrete prejuízos.

Uma fusão ou aquisição pode levar meses ou anos para ser concluída e o processo tende a ser um tanto árduo se algumas importantes decisões de capital humano não forem levadas em consideração. Essa transição pode ser ainda mais complicada quando a organização está adquirindo uma empresa localizada em outro país.

Quando falamos da internacionalização das empresas é preciso lembrar que isso acontece tanto organicamente como por meio de fusões e aquisições. Mas sem dúvida estas últimas são as mais utilizadas globalmente. Segundo dados da Bloomberg, o primeiro trimestre de 2021 foi o mais rentável para a área de fusões e aquisições dos últimos vinte anos atingindo um recorde de US$ 1,1 trilhão em transações.

Com tanto dinheiro em jogo, os profissionais e líderes envolvidos precisam ser muito detalhistas e cuidadosos para que nenhuma decisão acarrete prejuízos. Um dos primeiros pontos de atenção deve ser na gestão dos pacotes de remuneração e benefícios, que estão diretamente ligados à estratégia de atração e retenção de talentos da empresa, mas tendem a ser complexos e variar muito de um país para outro. Uma ação mal implementada pode resultar em perdas de talentos vindos da empresa adquirida, a falta de conformidade com as regulações locais ou despesas desnecessárias.

Empresas eficazes na gestão de benefícios globais costumam se concentrar em cinco aspectos principais de atuação que incluem: manter um portfólio de benefícios alinhado com os objetivos da organização, com as normas de mercado e com as necessidades e valores dos empregados; promover o engajamento dos funcionários aos programas; administrar eficientemente os benefícios aproveitando a tecnologia e recursos disponíveis; otimizar o custo de financiamento dos benefícios; e priorizar insights baseados em dados para tomadas de decisão inteligentes.

As empresas multinacionais encontram-se em diferentes estágios de gestão de benefícios globalmente. Segundo a pesquisa Prioridades globais para benefícios a empregados - Perspectiva da Matriz, da Willis Towers Watson, realizada no final de 2020: 22% das empresas estão apenas começando o processo, 32% já estão focando em alguma prioridade, 25% já venceram o primeiro desafio e já estão avançando em objetivos mais sofisticados e 21% já tem bastante experiência e já conseguem estabelecer múltiplos focos para trabalhar.

Ainda segundo a pesquisa, no mundo 40% das empresas multinacionais atualmente tem como prioridade alinhar o custo e o design dos benefícios com os valores e preferências do mercado e dos colaboradores, 33% procuram melhorar o suporte para o bem-estar geral dos colaboradores, 31% têm como foco gerenciar (evitar, controlar, transferir) os custos de saúde, e 31% gostariam de simplificar o modelo operacional e de administração de benefícios para otimizar recursos.

Não há dúvidas que a gestão global de benefícios é hoje um desafio para as multinacionais. A organização deve definir suas prioridades, quais as áreas de foco e regiões para iniciar a atuação. Além disso, é preciso levar em consideração diferentes segmentos, estágios de vida e populações para oferecer aos funcionários o nível certo de escolha, acesso aos seus benefícios e consistência global ao abordar a questão da gestão de custos.

Por fim, a construção de uma governança global de benefícios é uma caminhada. O importante é começar e estabelecer metas para avançar entre os quatro estágios de gestão de benefícios globais.

Autores

Líder de M&A para América Latina na ‎Willis Towers Watson

Consultora Sênior de Serviços e Soluções Globais na Willis Towers Watson

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