Ir para o conteúdo principal
Artigos

Tendências para a indústria de petróleo e gás em 2021

N/A
N/A

Por James Hodge | Março 15, 2021

Artigo produzido pela Willis Towers Watson e publicado na revista TN Petróleo, edição nº 134, mês de março.

O futuro da indústria de petróleo e gás mudou. Por vários anos, a história foi de crescimento em produção com foco em abastecer os mercados e alimentar a competição dos países e empresas privadas para acesso às reservas. Hoje, em diversas partes do mundo, as novas tecnologias estão proporcionando oportunidades para se explorar as formas de energia “não convencionais” que trazem certas vantagens, principalmente em relação ao meio ambiente.

Mas independentemente do rumo que essas mudanças tomam, este é um mercado que vai continuar sendo de extrema importância para a economia dos países. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2020 foram extraídos 3,74 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Esse volume é 52,71% maior do que o registrado há uma década, em 2010.

O mercado segurador é um pilar crítico de apoio para a indústria de óleo e gás.

O mercado segurador é um pilar crítico de apoio para a indústria de óleo e gás. Sem sua cobertura, a maioria das novas plataformas de petróleo ou oleodutos poderia nem estar atuando mais. No último estudo Energy Market Review (EMR) 2020, da Willis Towers Watson, abordamos os desafios da indústria de Petróleo e Gás frente à COVID-19, e apresentamos previsões de como as condições de mercado podem se desenvolver em 2021.

A pandemia chegou em um período no qual a indústria de petróleo e gás se recuperava de uma guerra mundial de preços do petróleo. Isso contribuiu para um contínuo endurecimento das taxas e dos termos e condições que já vinha sendo percebido nos últimos anos. Ou seja, há cada vez menos capital disposto a investir em seguros e algumas carteiras também não estão dando resultado necessário.

Dentro das frentes que atuamos, o estudo EMR mostra que no Upstream, (atividades de exploração, perfuração e produção) o setor segue lucrativo, porém com a dinâmica de endurecimento levemente acelerada. No Downstream (transporte, distribuição e comercialização dos derivados do petróleo) o mercado apresenta sinais de recuperação, à medida que o portfólio retorna ao positivo. Já em Liability & Casualty (responsabilidade civil), o cenário segue pessimista para os compradores, pois as seguradoras continuam sofrendo perdas.

Como consequência deste cenário, percebemos que a capacidade disponível está mais restritiva nos riscos que as seguradoras vão aceitar. Isso reflete em aumento de prêmio, diminuição de coberturas disponíveis no mercado, aumento de franquias e, eventualmente, outros riscos que não são colocáveis.

De uma forma geral, aqui no Brasil esse endurecimento não foi tão rápido como está sendo lá fora. Mas a maior parte das seguradoras já busca fazer uma subscrição centralizada, ou seja, subscritores locais estão se alinhando com estratégias internacionais. Com isso, a tendência é que as taxas estejam mais padronizadas mundialmente.

E por falar em tendência, há também a questão de um foco mais nítido nas ameaças ambientais nos próximos dez anos e os líderes do setor de energia estão atentos a isso. A indústria de seguros tem um papel importante para trazer evidências no processo de tomada de decisão sobre projetos e operações com alto teor de carbono, além de auxiliar as empresas a seguirem a direção certa.

Uma recuperação contínua na demanda global de petróleo e gás depende, em parte, do gerenciamento eficaz da pandemia em todo o mundo. Apesar deste processo de endurecimento que acompanhamos, acredito que neste ano a maioria das empresas será capaz de garantir a cobertura necessária para proteger seus ativos de maneira sustentável.

Autor

Head de Energy & Construction, Brazil

Related content tags, list of links Artigos

Soluções Relacionadas

Contact Us