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Seguro de Vida e as transformações para 2021

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Por Reinaldo Lovetro | Março 9, 2021

Conheça as novidades do seguro de vida em grupo e como os dados utilizados neste benefício são fundamentais para a projeção de cenários.

O seguro de Vida nunca foi tão falado, avaliado e desejado como aconteceu neste último ano. Em 2021, o produto continua importante e ganha cada vez mais relevância junto com o benefício de assistência médica. É fato que ninguém gosta de discutir o tema da morte, mas quando percebemos esta proximidade ou possibilidade, naturalmente desejamos de alguma forma proteger nossos entes queridos e pensamos no impacto da falta de um provedor de renda na família.

O mercado de seguro de Vida durante anos demonstrou um modelo de produto “comoditizado”, isto é, sem qualquer diferencial, a não ser o preço e sujeito à avaliação atuarial de acordo com a política vigente de risco em cada seguradora. Em 2020 ganhou força um movimento de integração com o conceito de “bem-estar” no qual as empresas e principalmente os colaboradores buscam agregar serviços e coberturas relacionados ao cuidado com a saúde. Exemplo disso são as parcerias com produtos de acesso a academias, empresas de monitoramento de saúde e hábitos de vida ou mesmo cobertura de assistência domiciliar e manutenção de veículo.

Ainda temos muito para evoluir nos quesitos de serviços e coberturas, mas o nosso mercado demonstra um grande potencial de crescimento em relação a outros mercados consolidados. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o Brasil tem 2,1% de penetração do seguro de Vida em relação ao PIB, diferente de países como Reino Unido (8,3%), Itália (6,2%) e França (5,8%).

Os dados sobre utilização deste benefício sempre foram utilizados para projeção de reajustes futuros ou avaliados como uma “fotografia passada”, sem grande importância no planejamento de uma empresa considerando ações corretivas para processos e fluxos operacionais. Esta situação mudou nos últimos anos, consultorias estão oferecendo ferramentas com base de dados históricos e cada vez mais apurados no que diz respeito às avaliações de perfil populacional.

A inteligência de dados está transformando o mundo e no mercado de seguros não é diferente. Profissionais especializados em análise e tratamento de dados surgiram e trazem grandes inovações nas aplicações de algoritmos criados para projetar novas informações com base no perfil da população.

Outro ponto que está ganhando mais força no mercado de benefícios é a correlação de dados da utilização do seguro de Vida com a medicina do trabalho e mesmo com a saúde assistencial. Empresas avaliam sinistros e projetam soluções a partir de informações, corrigindo processos internos, ergometria, fluxos de pessoas e produtos dentro de suas plantas. As consultorias, como a Willis Towers Watson, avaliam de forma sistêmica as utilizações de planos médicos que integram esses dados junto com as informações de sinistros do seguro de Vida, o que pode, por exemplo, concluir se pacientes monitorados com doenças crônicas têm maior incidência de acidentes laborais ou mesmo se o acompanhamento assistencial está sendo efetivo para o desempenho das funções sem incidentes no trabalho. Com isso, a empresa pode corrigir ou direcionar ações preventivas.

O futuro é ter um mapa integrado entre todos os benefícios: saúde, vida e dental interagindo com medicina do trabalho.

O futuro é ter um mapa integrado entre todos os benefícios: saúde, vida e dental interagindo com medicina do trabalho para ter parâmetros seguros da população e definir ações com objetivo de prevenir sinistros e patologias. E a transformação digital, com a inteligência de dados, ajuda as empresas a sustentarem suas decisões e serem cada vez mais assertivas e contribuírem para o bem-estar da população.

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