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Artigos

Experiência do empregado e bem-estar

Como construir um ambiente de trabalho saudável e engajado

Future of Work|Integrated Wellbeing
N/A

Dezembro 4, 2020

Nesse artigo, destacamos a importância do bem-estar para os empregados e para as empresas.

Com o futuro se mostrando cada vez mais volátil e incerto, a preocupação com o bem-estar tornou-se uma prioridade geral. Os empregados querem estar seguros de que suas empresas valorizam sua saúde e seu bem-estar. As empresas querem estar seguras de que seus colaboradores estão engajados e produzindo para trazer resultados financeiros sustentáveis.

Uma cultura de cuidado pode criar uma experiência do empregado holística e inspirar de melhor forma um propósito junto à força de trabalho. Isso pode diferenciar competitivamente a sua empresa, reforçar o valor da sua marca empregadora e facilitar a atração e retenção dos melhores talentos.

Já está comprovada a forte correlação entre o nível de bem-estar individual e o engajamento no trabalho. A última edição da Pesquisa de Atitudes sobre Benefícios Globais da Willis Towers Watson aponta uma série de aspectos que podem atrapalhar o desempenho dos profissionais e revela descobertas importantes para se atentar e inverter um cenário que não se demonstra como positivo.

  • Um terço dos colaboradores das empresas participantes relataram problemas de saúde ou financeiro nos últimos 2 anos
  • A probabilidade de estarem insatisfeitos com a sua situação financeira atual é 4x maior
  • 48% possuem maior probabilidade de ter conexões sociais baixas
  • A soma de tudo isso pode representar mais dias perdidos de trabalho, devido à ausência ou presenteísmo

Esses são apenas alguns dados e razões para sua empresa colocar a estratégia de bem-estar integrado no topo de suas prioridades para os próximos anos.

O bem-estar do empregado não é uma buzzword que as organizações estão utilizando, ao contrário: faz parte de algo muito mais abrangente, inserido na cultura organizacional. Como exemplo, os dados de nossas pesquisas apontam que quanto mais o colaborador está insatisfeito na sua vida financeira, menor é a sua produtividade e maior o impacto negativo no presenteísmo e em hábitos de alimentação saudáveis, além da redução dos laços sociais e prejuízo à saúde mental. Está tudo interligado.

A Willis Towers Watson enxerga o bem-estar não apenas como um programa ou uma iniciativa isolada, mas sim como um propósito holístico que deve estar vinculado aos valores da organização e à experiência do empregado. Sabemos que por si só os valores organizacionais representam o que sua comunidade compartilha, cultiva e vivencia diariamente, e é um diferencial competitivo extremamente relevante na prática cotidiana. Muitos talentos optam por trabalhar ou não em uma empresa caso seus valores não sejam similares ou compartilhados. Além disso, o funcionário de hoje pode ser o seu cliente de amanhã.

Nossas pesquisas mostram que frente a uma cultura organizacional tóxica, em que a alta liderança não atua de acordo com os valores da empresa e em que a meritocracia não é percebida, a presença desses programas não oferecerá a melhor experiência ao empregado. Valores específicos, ambiente diferenciado, forma de se trabalhar com a equipe, tudo isso fortalece a cultura de bem-estar na organização.

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O bem-estar deve estar incorporado nas políticas, nos programas e nos benefícios da organização e ser um norteador para moldar a cultura inclusiva desejada, impulsionando a melhoria da produtividade. Isso resultará na retenção de talentos a longo prazo e na geração de resultados de negócios sustentáveis.

Nossa pesquisa Benefit Trends 2019/2020 mostra que apenas uma minoria de empresas considera que seus benefícios são verdadeiramente eficazes. Ainda que esse cenário possa ser explicado pela natureza mais ambiciosa dos programas de benefícios atuais, levanta-se a seguinte questão: o que as organizações podem fazer para garantir que os benefícios que oferecem a seus empregados realmente atendam às necessidades atuais e futuras tanto da empresa como dos empregados?

O bem-estar deve ser entendido a partir do indivíduo – e seu alcance se reflete não apenas na cultura organizacional, como também na família, na comunidade e na sociedade em geral. Nesse sentido, é importante contar com políticas e práticas orientadas para melhorar as condições de trabalho, como, por exemplo, não estimular jornadas excessivas de trabalho e promover a harmonização do emprego com a vida pessoal ou familiar. Vale lembrar que a cobrança por resultados sustentáveis tem ganhado espaço inclusive nos objetivos dos executivos – e isso também inclui o bem-estar do empregado.

Ainda são poucas as organizações que possuem uma estratégia de bem-estar integrada e de longo prazo. Mas como desenhar um programa de bem-estar que realmente funcione?

Muitos programas fracassam por não estarem integrados a uma estratégia de promoção do bem-estar.

Nossa experiência aponta que muitos programas fracassam por não estarem integrados a uma estratégia de promoção do bem-estar. Ao invés disso, são compostos principalmente de iniciativas isoladas de bem-estar físico. Preste atenção se a sua empresa:

  1. Não possui uma estratégia de bem-estar integrada que se concentre nas necessidades reais dos funcionários e nos princípios e valores do negócio
  2. Concentra as ações apenas em questões relacionadas à saúde física
  3. Desenvolve campanhas, programas e atividades com objetivos de curto prazo e abordagem padronizada, sem impulsionar uma transformação cultural da organização
  4. Não conhece as características e diferentes necessidades de suas diversas gerações

Se você se identificou com ao menos um dos pontos mencionados acima, chegou a hora de rever a sua estratégia e aprimorar o seu programa de bem-estar integrado que deve estar totalmente alinhando com a sua cultura organizacional.

Experiência do empregado e cultura de bem-estar organizacional

Como dar vida à uma cultura de bem-estar do empregado?

Para implementar uma estratégia de experiência do empregado e cultura do bem-estar organizacional realmente efetiva é importante considerar três grandes etapas do roadmap.

  1. Diagnóstico da organização e de seus empregados: uma visão geral da organização e de seu bem-estar, analisando os processos de capital humano e a expectativa dos empregados em relação ao bem-estar físico, emocional, financeiro e social.
    • Físico: aqui é importante entender e gerenciar melhor a própria saúde, melhorar o bem-estar e manter um estilo de vida saudável, além de estar preparado para enfrentar doenças e lesões agudas em situações inesperadas.
    • Emocional: destaca-se a necessidade de ter autoconsciência e manter a saúde mental, melhorar a saúde emocional, gerenciar melhor o estresse e manejar diferentes crises de vida e momentos imprevisíveis.
    • Financeiro: a importância de avaliar e gerenciar as obrigações financeiras, cumprir objetivos pessoais, compreender opções financeiras e absorver impactos financeiros não previstos
    • Social: definir e compreender o valor da própria rede social, fortalecer os contatos, melhorar a resiliência para resolver conflitos e problemas, mesmo durante os momentos mais difíceis.
    • Avaliação de processos
    • Pesquisas de engajamento
    • Pesquisa Pulso
    • Índice de bem-estar do empregado
    • Grupos focais
    • Pesquisa de diagnóstico de bem-estar
  2. Plano de ação e implementação de curto médio e longo prazo: desenvolvimento de um plano de ação customizado às necessidades da organização e dos públicos segmentados, alinhado à estratégia de negócios e ao propósito, bem como a definição do plano de gerenciamento de mudanças, garantindo a comunicação, provocando a mudança cultural na organização e no empregado.
    • Definição do perfil de liderança
    • Gestão de carreira e sucessão
    • Estrutura de cargos e salários
    • Estratégia D&I
    • Programas integrados
    • Equilíbrio vida x trabalho
    • Futuro do trabalho
  3. Mensuração do engajamento dos empregados e retorno financeiro: mensurar o sucesso e continuar construindo a cultura de bem-estar, avaliando o impacto positivo no engajamento e nas finanças a médio e longo prazo.
    • Definição do perfil
    • Diagnóstico de gaps
    • Assessment executivo
    • Comunicação
    • Treinamento para líderes

Agora que você já conseguiu identificar alguns possíveis gaps que a sua organização pode ter e avaliar a necessidade de contar com uma estratégia de bem-estar sólida e integrada, que possa apoiar os empregados nos momentos importantes, chegou a hora de construir a sua estratégia de bem-estar dos empregados.

Converse com nossos consultores, conte suas necessidades e deixe que o resto nós fazemos por você.

Contatos

Consultor sênior de Gestão de Talentos

Renata Zerbini
Gerente de Gestão de Saúde da Willis Towers Watson Brasil

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