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Engenharia de Riscos – Implicações da COVID-19 para os negócios

N/A
COVID 19 Coronavirus

Maio 18, 2020

Neste boletim, destacamos as principais implicações para o negócio, aspectos para manter a operação segura e o que fazer em caso de parada.

Com a pandemia da COVID-19, muitas cidades, estados e países entraram em situação emergencial ou até estado de sítio devido à propagação elevada de contágio entre a população e ausência de um meio de combatê-la. As empresas, assim como a população, vêm sofrendo as consequências causadas por conta dessa doença.

O foco desse artigo não é explicar as consequências e causas que o coronavírus provoca na população, mas sim apresentar uma visão analítica das exposições que seu negócio possa estar exposto.

Ao final deste artigo, compartilhamos uma cartilha anexa básica para ser utilizada como modelo de comunicação com a sua seguradora, caso ocorra uma eventual parada temporária de qualquer sistema de proteção e de supressão a incêndio/explosão etc.

Principais implicações que a pandemia está provocando em nossos negócios

Diminuição no número de trabalhadores, de terceiros fixos e das rotinas de manutenção preditiva e preventiva com contratados.

A redução no quadro de funcionários, fatalmente afetará a maioria ou todos os indicadores de manutenção, tais como, o MTBF, MTTF e MTTR.

Com isso, a probabilidade de falha aumenta para equipamentos e também recursos de proteção a incêndio, uma vez que as recargas de extintores são, na maioria das vezes, feitas por empresas de pequeno a médio porte que passam, no mínimo, pelas mesmas dificuldades com efetivo e logística. Sistemas específicos (Sprinkler, hidrante, detecção, especiais, como uso de dampers, gases inertes etc.) em geral, são verificados e testados por empresas terceiras que, provavelmente, estão em quarentena e com limitação para deslocamento de funcionários.

Aumento de estoque de matéria-prima e produto acabado e, consequentemente, aumento de carga de fogo.

Diante desse cenário, aumenta o risco de acidentes e/ou danos a fornos e equipamentos que não podem parar, devido à diminuição e qualidade de insumos, no monitoramento do equipamento e periféricos e, como consequência, pode causar maior chance de dano e/ou a perda de qualidade do produto.

Cuidado! Cresce também o risco de exposição a furto e roubo, uma vez que o efetivo de segurança e de transeuntes diminui, bem como as rondas policias que devem ter como foco principal áreas residenciais. Risco de roubo no transporte durante as entregas pode crescer exponencialmente, bem como saques em lojas.

Posterior ou até durante este período, demissões em grande volume devem ser estudadas e analisadas previamente, devido ao risco de os empregados fecharem a fábrica por lock out, tumulto, vandalismo ou até sabotagem.

Adaptações de fábricas para produzir outros materiais, já observado em indústrias de bebidas e de detergentes, para produzir álcool em gel. Caso seja provado que a mudança da atividade serviu como auxílio ou origem do dano, a seguradora pode negar eventual indenização.

Tratamento de afluente e efluente para atividade industrial pode ser prejudicado, provocando perdas ou desgaste acentuados em equipamento e risco de contaminação de solo, rio, curso d´água etc.

Empresas que utilizam materiais contaminantes, em caso de vazamento durante o transbordo, processo ou transporte pode provocar contaminação de solo e rios, bem como perda de equipamentos e de produção.

Plantas sem um plano básico de emergências aumentam exponencialmente o risco de grandes perdas. Muita atenção a hospitais, fábricas têxteis, de colchões, pneus e plantas com média a elevada carga de fogo, depósitos, shoppings centers etc.

O aumento do número de pacientes e o stress gerado aos colaboradores podem provocar erros no uso de equipamentos e, consequente, na proteção do paciente e do equipamento.

A superlotação de hospitais e a elevada demanda de energia, podem aumentar o número de surtos elétricos na instalação e, com isso, aumentar o risco de incêndio.

Estas são algumas das inúmeras exposições que as empresas de uma forma geral estão expostas.

Recomendações importantes para manter as condições seguras de operação

Mantenha todos os sistemas de proteção a incêndio/explosão em operação e em boas condições. Parada do sistema de proteção deve ser evitada sempre que possível em períodos de ociosidade da planta. Todos os sistemas protecionais devem ser mantidos em operação mesmo se a planta estiver totalmente parada.

Desligamento de equipamentos como fornos, aquecedores e processos devem seguir procedimentos seguros de acordo com o fabricante. Atenção especial para equipamentos com uso de gás e líquidos inflamáveis.

Desenvolva planos e procedimentos para uma retomada segura da planta quando a situação voltar ao normal. Siga os procedimentos adequados para a inicialização segura de máquinas e equipamentos. Não use atalhos para acelerar o processo de reinicialização das atividades produtivas.

Equipamentos como vasos de pressão, caldeiras e aquecedores devem manter as rotinas preditivas e preventivas de acordo com as normas NR 13 e NFPA85.

Proibir e evitar ao máximo o uso de fontes de ignição, bem como como liberar serviços de corte, solda e permissão para fumo. Todas atividades não essenciais que podem gerar faíscas e fagulhas devem ser proibidas durante o período de baixo efetivo e/ou limitada produção.

Plantas paralisadas parcialmente ou totalmente devem ser reativadas seguindo procedimentos rigorosos para mitigar risco de acidente ou danos em equipamentos e processos.

Fazer o mapeamento de processos e de segurança para garantir que os funcionários fundamentais mantenham a rotina, bem como ter backup redundante de pelo menos dois profissionais que possam exercer a mesma função.

Mantenha uma quantidade mínima de brigadistas que possam atuar em casos de emergência. Mesmo se houver um sistema automático de combate ao fogo, a brigada agirá de forma a controlar, analisar e extinguir o fogo. Equipamentos de comunicação, como rádio HT e linhas telefônicas, para apoio externo devem estar disponíveis. Verifique e garanta que um plano de emergência efetivo esteja implementado e conhecido por este time.

Programas de teste e inspeção de sistema de proteção a incêndio não devem ser interrompidos. Sugerimos intensificar a verificação com inspeções semanais, testes de bombas de incêndio, sprinklers etc. Garantir que seu efetivo consiga executar sem o acompanhamento de terceiros, utilizando-os o mínimo necessário.

Ações de vigilância patrimonial e rondas devem ser intensificadas para mitigar o risco de acesso de pessoas não autorizadas e vandalismo no site. A partir do momento que a planta está inoperante, acaba se tornando alvo para invasores.

As utilidades como energia, gás natural e água devem ser mantidas. Elas são muito importantes para auxilio de equipamentos-chave com aquecimento, iluminação e refrigeração, por exemplo.

Comunique a situação e envolva o corpo de bombeiros local, desenvolva planos de resposta levando em consideração o nível mínimo de funcionários disponíveis no local. O corpo de bombeiros precisa considerar essas circunstâncias em seus planos pré-emergenciais e de resposta. Monitorar riscos externos, como inundações e condições climáticas extremas. É importante monitorar a situação externa e notificar uma equipe adicional para se preparar para um incidente grave, como um evento de inundação.

Mantenha seus vizinhos informados sobre a situação em sua fábrica e comunique-se com eles para manter-se atualizado em relação as suas situações. Juntos alinhem ações de apoio mútuo. Verifique se a intranet está completamente isolada da rede pública ou se o firewall (antivírus) é impenetrável. Verifique e aumente a checagem dos no-breaks(UBS) em funcionamento.

Obs.: toda atividade que exigir o contato ou a proximidade entre pessoas deve se atentar para as recomendações do Ministério da Saúde. https://saude.gov.br/

Observações finais

O momento de incertezas em que estamos vivendo exige mais do que nunca colaboração mútua, empatia e solidariedade. Acreditamos que seguindo as recomendações das autoridades e tomando ações preventivas adequadas, podemos proteger pessoas, negócios e a capacidade produtiva com qualidade e segurança.

Reiteramos o nosso compromisso de mitigar riscos e desbloquear potencial.

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Evandro Sanda

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