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Postagem no blog

COVID-19: o olhar da Willis Towers Watson sobre a situação do mercado

Casualty|Risk & Analytics|Corporate Risk Tools and Technology
COVID 19 Coronavirus

Maio 13, 2020

Iniciativas, movimentos e aspectos importantes do mercado de seguro nesse cenário de incertezas.

A indústria global de seguros, assim como todos os segmentos, está lidando com os impactos da COVID-19. Temos observado em nosso ramo de atuação que as operações estão fluindo muito bem, e com o objetivo de compartilhar algumas iniciativas e movimentos do mercado, destacamos alguns aspectos importantes.

Impacto para as seguradoras e apólices

  • Todas as seguradoras estão operando. A maioria está trabalhando via acesso remoto.
  • Prorrogações, extensões de pagamento de prêmio ajustes no meio da vigência, cancelamentos e outras atividades estão sendo tratados de forma individual, de acordo com a especificidade de cada segurado.
  • De forma geral, as seguradoras estão mantendo o valor das cotações já apresentado e ainda não estão considerando agravos.
  • Até o momento não houve a aplicação consistente de novas exclusões, mas alguns casos estão surgindo em algumas renovações. De modo similar, termos e condições estão mais rígidos em renovações.
  • O endurecimento do mercado, já sentido desde o ano passado, continua e a tendência é aumentar ainda mais.
  • A redução de valores de coberturas (interrupção de negócios, cargas, salários etc.) está se tornando um ponto de atenção nas renovações e em apólices vigentes.
  • A maioria das seguradoras entra na crise da COVID-19 bem capitalizada.
  • Por enquanto, as agências classificadoras de risco ainda estão mantendo os ratings anteriores, mas rebaixamentos são possíveis, trazendo impacto desfavorável.

Em síntese, o impacto financeiro sobre as seguradoras virá de três formas:

  1. Pagamento de sinistros dependendo do mix da carteira de negócios da seguradora (haverá sinistros diretos e indiretos). O Congresso americano está discutindo a possibilidade de criar uma lei retirando das apólices de seguros a exclusão de danos provenientes de vírus/pandemias. Isso reflete em indenizações de “dezenas de bilhões”, trazendo grande incerteza e apreensão.
  2. Diminuição de receitas futuras devido à redução das taxas de juros e receitas com outros investimentos, e ainda eventual redução de demanda para contratação de seguros em função da possível recessão.
  3. Erosão do portfólio de ativos dependendo da carteira de investimentos.

O papel do cliente no centro da crise

A pandemia da COVID-19 vem provocando disrupturas nos negócios ao redor do mundo e se revelou como um evento de ações rápidas. Suas consequências expõem necessidades básicas a serem urgentemente consideradas pelas empresas:

  1. O impacto de um plano adequado de continuidade de negócios.
  2. A importância de um gerenciamento de risco estratégico e um programa de transferência de risco bem desenhado.
  3. O valor de um relacionamento forte com o mercado de seguros.
  4. Na maioria dos casos, as consequências causadas pelo coronavírus não se caracterizam como um evento que tenha cobertura.
  5. A discussão de cobertura é complicada e dependerá da apólice específica de cada segurado.
  6. A análise de especialistas é sempre necessária.

Recomendações para casos de renovações

  • Prazos largos são necessários e mais críticos agora. A tendência é que as seguradoras não prorroguem apólices vigentes e deem preferências às renovações.
  • Programas plurianuais podem ser uma boa opção agora, caso estejam disponíveis para determinado programa.
  • Embora o mercado de seguros esteja operando, há muita distração. Decisões de subscrição podem demorar mais do que o comum.
  • Não demore a dar ordem firme. Problemas com servidores e operações remotas nas seguradoras podem atrasar a documentação e cobertura.
  • Diferenciar seu risco é de suma importância neste momento.
  • Relacionamentos com seguradoras serão muito importantes.
  • Otimizar limites e franquias serão fatores críticos na recuperação pós-COVID-19. Para tal, é fundamental uma avaliação de perdas bem elaborada.

O que todo segurado deve fazer

  • Seguir todas as instruções governamentais para reduzir possíveis prejuízos e mitigar a exposição à responsabilidade civil.
  • Tomar cuidado com a possível discriminação por raça, etnia de empregados, clientes e fornecedores.
  • Analisar suas apólices com a ajuda de um especialista. As apólices são os principais aliados para buscar cobertura.
  • Reanalisar a exposição a riscos.
  • Analisar termos e condições da apólice.
  • Manter e organizar documentação sobre faturamento, folha salarial e outros. Esta documentação será necessária no caso de regulação de eventual sinistro.
  • Seguir todos termos e condições das apólices.
  • Prestar especial atenção em cláusulas como cancelamento, interrupção de negócios, segurança, entre outros.
  • Manter a seguradora informada sobre eventual alteração nos riscos segurados, tais como: paralisação parcial ou total das atividades, alteração nos procedimentos de segurança adotados etc.
  • Trabalhar via VPN para acesso remoto e realização de videoconferências. Evitar o uso de equipamento pessoal.
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