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Seguros cibernéticos têm crescimento exponencial no Brasil

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Outubro 29, 2019

O seguro de crimes cibernéticos registra em 2019 US$ 5 bilhões em prêmio global. No Brasil, observamos um crescente aumento na contratação.

Relativamente novo no Brasil, o seguro para proteção a riscos cibernéticos teve seu lançamento em torno de 2014, não havendo muito interesse à época para sua contratação, mas isso começou a mudar. Em um mundo totalmente globalizado e com a inclusão de novas tecnologias, observamos o aumento considerável da exposição a riscos e, consequentemente, a conscientização das empresas em se proteger.

Com surgimento nos Estados Unidos em 2012, o seguro de crimes cibernéticos já registra agora em 2019 o montante de 5 bilhões de dólares em prêmio global. E no Brasil observamos um crescente aumento na sua contratação.

Como se dá um ataque cibernético e quais impactos podem trazer para uma organização?

Como já é de conhecimento da maioria das pessoas, um ataque cibernético pode ser oriundo de um ato criminoso, de uma ação intencional ou até mesmo por negligência de um colaborador que facilita o vazamento de dados da Organização, permitindo que terceiros possam obter diversos tipos de informações, que podem ser financeiras, documentos confidenciais, estratégias de clientes ou até mesmo dados sensíveis de funcionários e muitos outros. Neste momento, àquele que teve acesso as informações assume o controle delas, podendo torná-las públicas ou praticar extorsão à empresa que sofreu com o vazamento dos respectivos dados. Nos casos de ataques externos é comum a exigência de pagamento em moeda criptografada, geralmente a mais conhecida é a bitcoin, que funciona como dinheiro eletrônico, para que os dados sejam devolvidos. Nesta última situação chamamos de extorsão devido ao sequestro de informações.

A nova regulamentação levou o mercado a querer entender não apenas os aspectos que regem a legislação, mas também trouxe à tona de que maneira podem se proteger"

Ana Albuquerque, Gerente de Linhas
Financeiras da Willis Towers Watson

Vendo por essa ótica, até que parece coisa de filme, mas é um roteiro que se tornou realidade e está aumentando cada vez mais. Como forma de mitigar esse risco, o mercado de seguros apresenta o Seguro de Cyber Risks, com coberturas para proteger as empresas contra esses riscos cibernéticos.

Por se tratar de um seguro relativamente novo, as empresas ainda não conhecem muito bem como estão em relação à exposição ao risco, e não sabem avaliar com clareza o seu risco e potenciais perdas que podem sofrer, mesmo possuindo uma boa política de segurança da informação.

O primeiro passo é que elas comecem a enxergar seguros como investimento e não custo. E esse é um investimento que não deve ser feito apenas por grandes empresas, mas pequenos negócios também precisam se preocupar com isso. O objetivo de contratar uma apólice de seguro é conter a situação de risco, que pode trazer diversos danos à empresa, como:

  • Risco de imagem e reputação: que pode causar um grande prejuízo, pois se uma empresa demonstra fragilidade e insegurança para proteger os dados a ela confiados, porque os clientes permaneceriam confiando e fazendo negócios com essa marca
  • Risco financeiro: são vários os tipos de prejuízos financeiros, pois eles podem envolver desde a perda de receita por alguma interrupção no negócio, custos operacionais de restauração, além de diversos processos relacionados ao incidente, como multas regulatórias, por exemplo.

E como a Lei Geral de Proteção de Dados está inserida neste contexto?

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a partir de agosto de 2020, as empresas, sejam de grande, médio, pequeno ou microempresário, assim como quaisquer outros profissionais que realizem algum tratamento de dados de pessoas físicas, terão que cumprir uma série de obrigações para garantir a segurança dos dados dos clientes.

“Já observamos o crescimento da demanda pela contratação de apólices de seguros que cobrem riscos cibernéticos no Brasil. A nova regulamentação levou o mercado a querer entender não apenas os aspectos que regem a legislação, com a adoção de novos procedimentos, mas também trouxe à tona de que maneira podem se proteger. Ou seja, a nova Lei está ajudando no crescimento no produto do seguro”, analisa Ana Albuquerque, Gerente de Linhas Financeiras da Willis Towers Watson.

Outro ponto importante que vem reforçando a preocupação das organizações é a divulgação pelos diversos veículos de comunicação de ataques cibernéticos constantes, com muitos casos que mostram ocorrências de vazamentos de dados ou até a paralisação das atividades, o que também impulsionou as empresas a buscarem mais informações e ferramentas para se protegerem. Também há uma forte atuação do Ministério Público com relação a imputar responsabilidades e buscar indenizações por parte das empresas em casos de vazamento de dados.

De janeiro a setembro deste ano, as vendas de apólices deste segmento cresceram 116% na Willis Towers Watson Brasil, em relação ao mesmo período do ano passado. Esses números reforçam a importância e a preocupação das empresas de protegerem seus ativos e sua marca.

E a tendência é que o mercado brasileiro continue a crescer em níveis elevados.

Quais são as coberturas oferecidas para as empresas que aderem ao seguro?

Além da proteção sobre o vazamento dos dados, as apólices de seguros cibernéticos cobrem a responsabilidade civil por parte das empresas – que são as responsáveis por proteger as informações – e os prejuízos que essas corporações podem sofrer com a eventual paralisação das suas atividades por conta dos ataques cibernéticos.

Após os ataques, há um período determinado para as empresas retomarem as atividades - que pode ser 4 ou 8 horas, por exemplo. Após esse período, o seguro oferece cobertura. Também pode ser contratada a cobertura nos casos em que a empresa é obrigada a contratar um profissional ou uma equipe de TI para reparar os danos causados.

Para se ter uma ideia do investimento, a maioria das empresas contrata apólices na faixa de R$ 20 milhões, mas temos observado que este valor está crescendo, com seguros contratados entre R$ 30 a R$ 50 milhões.

“Além da cobertura de responsabilidade civil, oferecemos apólices em que seguramos os danos causados pela paralisação dos negócios por conta dos ataques cibernéticos, a contratação de peritos forenses para que possam ser identificados os responsáveis pelo vazamento de dados e a extensão dos danos ou multas que os segurados podem receber por não protegerem os dados adequadamente. Nós mostramos ao cliente quais são as coberturas mais adequadas à sua atividade. Mas as apólices de cyber risks terão sempre a cobertura pela proteção de dados e, depois, são oferecidas outras extensões de coberturas”, afirma Marjorie Leite, consultora de riscos da Willis Towers Watson.

Por fim, é importante destacar que por se tratar de uma nova modalidade de seguro, ainda suscita muitas dúvidas por parte das empresas, como o limite a ser contratado, por exemplo. Por isso, é fundamental que a empresa sempre procure um especialista para lhe apresentar todos os riscos que podem envolver o negócio, faça previsões em diversos cenários e ofereça o seguro mais adequado ao perfil da organização.

Na Willis Towers Watson oferecemos uma ferramenta que nos diferencia do que em geral é apresentado ao mercado, pois inserimos as informações dos novos clientes e, com base nisso, ela quantifica o limite que deve ser contratado e mensura potenciais perdas quanto ao vazamento de dados, assim como as perdas devido a paralisação das atividades.

Além disso, disponibilizamos especialistas técnicos que podem auxiliar as empresas nos esclarecimentos referentes a esse produto e entender melhor como proteger o seu negócio por meio da contratação do seguro.

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